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Archive for the 'Crí­ticas' Category

November 1st 2007
Tá Dando Onda

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Tá Dando Onda

Ontem (31/Out), eu chego correndo para assistir o filme Tá Dando Onda. Entrei para direto para a sala que já estava razoavelmente cheia de pais e filhos e outros alguns adultos e adolescentes. Antes de começar a exibição, sempre há papos entre pais e filhos. Comentários sobre Ratatoille (Ra-ta-tui) surgiam de todas as partes da sala, afinal, era mais uma animação de grande porte (mesmo não sendo da Disney/Pixar). “Aquele ratão com orelha que ia até o céééééu!”, uma das melhores frases que ouvi pela sala.

As luzes são apagadas e ouvem-se os pais dizendo: “Fiquem em silêncio como da outra vez.” A sala fica toda em silêncio durante o filme com exceção das típicas gargalhadas que sai uma piada. No início do filme, já pude ver que o estilo documentário que iria dominar o filme de modo cômico (contando até com a participação do câmera questionando os personagens) e a partir da primeira entrevista com o pingüim Cadú Maverick quando é atingindo por uma bola de neve solta um “Taca a mãe pra ver se kica!” e a platéia vai à loucura (eu mesmo cheguei a soltar algumas lágrimas de tantos rir nessa parte) já deu uma idéia do que me esperava pelos próximos 90 minutos de sessão.

O filme mostra a paixão do jovem pingüim Cadú Maverick pelo surf. Ele mora do Frio de Janeiro na Antártica com seu irmão mais velho e sua mãe, e sonha em ir para o campeonato de surf. Quando ele era pequeno, ele ganhou uma “medalha” do próprio Big Z e assim tornou seu fã e, consequentemente, fã do surf. Big Z era o astro do surf até que quando liderava um campeonato, foi abatido por uma onda e nunca mais foi visto, deixando o caminho livre para Tank, um pingüim metido a besta que acha que pega onda melhor que todo mundo e quer de qualquer jeito ganhar o próximo campeonato.

De volta ao Frio de Janeiro, Cadú mostra suas habilidades com a prancha de gelo e sua família não dá a mínima para o “garoto” e querem mais é vê-lo sonhar (e trabalhar na “peixaria”). Até que certo dia aparece o caça talentos e descobre Cadú, e com certa resistência e ajuda do excelente João Frango, é levado para a ilha onde acontece o tal campeonato. Lá, muitos personagens legais são apresentados ao público que passa a sessão toda rindo exageradamente e com motivo. Piadas legais e personagens carismáticos e únicos, além de mostrar a importância e peso que a amizade tem em nossas vidas.

Nessas horas de diversão é que vemos a qualidade da dublagem brasileira (nossa dublagem!). Impecável. Feita do estúdio Delart, ela conta com vários dubladores de peso e uma global (não diferente dos outros dubladores, excelente). Acho difícil ter a mesma experiência nesse filme na versão legendada. Fazia tempo que não me divertia tanto. Saí da sala com um sorriso estampado na cara e um humor rejuvenescido.

Tá Dando Onda não é só diversão, funciona também como um colírio para os olhos dos mais exigentes. Só para começar pelos detalhes. Como os personagens são pingüins, eles não têm pêlos para balançar, apesar cabelos legais que vão pra lá e pra cá com o vento. O mar é retratado com muito realismo assim como a areia, as matas e todos os elementos que fazem parte da cena. Essa é a Sony Pictures Animation colocando medo na DreamWorks Animation e Disney/Pixar (mais uma vez).

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September 13th 2007
Espíritos 2 - Você nunca está sozinho

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Espíritos 2 (peq)Sabendo tirar proveito de filmes que obtiveram certo sucesso nos nossos cinemas, chega o filmeco Espíritos 2 - Você nunca está sozinho. Depois da repercussão do “primeiro” filme, o segundo sai rapidinho mesmo quando não se trata de uma seqüencia.

Não é uma seqüencia? Não. Apesar de ter sido batizado com esse título aqui no Brasil, não tem nada de espiritual no título (Alone - traduzindo: sozinho). Mesmo com esse negócio de tradução de título ser meio abalado aqui no Brasil, alguns título são traduzidos apelativamente para chamar a atenção do espectador e afastar alguns. Conhecem esse “The Hills Have Eyes”? Posso refrescar vossas memórias com Viagem Maldita. É pessoal, isso é muito prejudicial aos filmes. Eu mesmo não assisto filmes que contenham “maldita” e “do mal” no nome sem conhecer com quem é, e como é.

Mas isso fica um pouco fora de questão nesse filme. Espíritos 2 não cai nos truques fracos e sustos medonhos do seu “antecessor”. Os diretores pegaram a manha do negócio e investiram em posições ultra-cool de câmeras. Agora não tem mais aquele negócio de quando você sabe quando vai ter susto ou vai aparecer alguma coisa. Fiquei apostando comigo mesmo quando teria alguma coisa em tal cena, mas ficou imprevisível.

A história é uma coisa básica. Irmãs siamesas (aquelas que são gêmeas “coladas” uma na outra por alguma parte do corpo) conhecem um carinha e ele se apaixona por uma delas. Certo, e daí? E daí que eu não conto mais, pois faz parte do final da história. O que importa é que elas foram separadas e uma está morta. A que ainda vive, Pim, mora com seu namorado, Wee, até que ele recebe uma ligação que a mãe dela está quase passando pro andar de cima (e não é da casa). Ao retornar a sua cidade de origem, ela começa a ser assombrada por sua irmã morta.

O final chegou a me surpreender. Não tinha pensado naquela hipótese até a metade do terceiro ato do filme. O filme tem sua fotografia muito escura em certas partes para aumentar a tensão, mas isso foi bem colocado. Não chegou a estragar o filme, muito pelo contrário.

Mais um filme de fantasma que não pode ser encarado somente como tal, ele tem algo mais que pode ser levado em conta. Agora estou gostando ainda mais de filmes com final cheio de surpresas e revira-voltas. Curtam a sessão.

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August 20th 2007
O Ultimato Bourne

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Poster - Ultimato BourneEu estava com grandes expectativas para esse último episódio da trilogia Bourne. Ou melhor, Webb.

O estilo câmera espectador de Paul Greengrass insere o espectador no filme, e você realmente pensa que está no filme de tantos são os socos que a câmera acompanha sentido o impacto, como as perseguições que você se vê correndo atrás de bourne.

Mais uma vez na pele do agente desmemoriado Jason Bourne, Matt Damon se destaca mais uma vez. Sem sorriso no rosto e cara de poucos amigos, ele corre, pula, bate e acelera por Morrocos, Paris, Londres… A Universal Pictures foi longe nessa sequência mais uma vez escrita por Tony Gilroy. Depois de tentar se lembrar de quem é, e consertar ‘erros’ feitos na vida Bourne, o agente finalmente descobre quem realmente é. Afinal, de que adiantaria mais uma sequência sem revelar quem ele era e o que fazia e, principalmente, quem ele era antes dessa vida de assassino da Treadstone.

O Ultimato Bourne nos leva para o final da Supremacia, onde Pam Landy (Joan Allen) revelou que seu verdadeiro nome seria David Webb. Sua história se desenvolve apartir daí. Aparecem novos personagens, como Noah Vosey e o ‘chefe’ da operação Treasdstone tão falado nos outros filmes. Quem chamou atenção neste último episódio, foi aquela funcionária que cuidava da logística e saúde dos agentes. Quem? Nikki. Julia Stiles até então com seu filme queimado comigo depois do péssimo A Profecia de 2006, agora como personagem que entra no lugar de Marie. A mesma cena do Identidade é repetida com ela. Só faltou o amor deles surgir ali mesmo quando ele olha para ela. Só pela expressão em seu rosto, nós vemos que ele lembra de sua amada, morta em seu lugar no filme anterior.

Quem gosta de filmes policiais, de ação e para quem gostou dos outros filme (A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne) com certeza não vai se decepcionar com este que fecha a trilogia. Outro Bourne? Não com Matt Damon. Mas para não estragar esta brilhante franquia da Universal, seria bom que não houvesse outros filmes.

Salve David Webb!

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May 30th 2006
X-Men: O Confronto Final

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X-Men: O Confronto Final, brilhante com seu elenco composto por astros dos filmes anteriores como: Hugh Jackman, Halle Barry, Ian McKeller (que me impressiona por fazer vários arrasa-quarteirões seguidos), Patrick Stewart, Shawn Ashmore, Aaron Stanford, James Marsden e a volta de Famke Janssen como a Fênix, chega finalmente aos cinemas prometendo.
Com seus dois últimos episódios digiridos por Brian Singer, neste é Brett Ratner quem assume o comando dos mutantes. Levando experiência de A Hora do Rush, Dragão Vermelho e do recente Ladrão de Diamantes, Ratner fez um excelente trabalho neste (suposto) último filme dos mutantes, como suas câmeras deslizantes e closes expetaculares.
Em O Confronto Final, um cientista descobre que seu filho é um mutante e anos depois consegue descobrir a ‘cura’. Com isso, mutantes fazem protestos e dizem ‘NÃO!’ para a ‘cura’, já que a mutação não é uma doença e não há nada para ser curado neles. Jeam Grey de volta com a Fênix vindo à tona e sua fúria devastadora. Juntando-se ao elenco veterano estão Ellen Page como Kitty Pride, Kelsey Grammer como o Fera e Ben Foster como o Anjo. Na trama Kitty Pride (Lince Negra), ao ter a companhia do Homem de Gelo(ou apenas Bobby), passa a causar ciúmes em Vampira (Anna Paquim). Mas amores à parte, Tempestade agora com seu novo visual, ataca de lutadora ao invés de ficar apenas nos raiozinhos e Wolverine está bem mais ‘mal-criado’. Mas isso não importa.
O que realmente interessa é que X-Men: O Confroto Final (X-Men: The Last Stand, 2006) deve ser apreciado e não apenas visto como mais um filminho cheio de efeitos especiais(e de primeira). Vale muito a pena.
DETALHE: Para quem ainda não viu o filme, existe uma cena após os créditos. Eu saí logo da sala e fiquei sabendo depois :(

X-Men: O Confronto Final

X-Men: O Confronto Final

X-Men: O Confronto Final

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